
Estação de Nogueira – 2ª Parte
No dia 10 de junho de 1908, para festejar a construção da Estação de Nogueira como importante melhoramento local, o Sr. Domingos Nogueira ofereceu um lauto almoço as pessoas convidadas a assistir a inauguração. A superintendência da Cia. Leopoldina pôs um trem especial à disposição dos convidados.
A estação de Nogueira, como as demais, tinha como finalidade promover as operações relativas à circulação dos trens, ao uso do material rodante e as relações entre ela e o público, no que dizia respeito ao transporte. Na estação operavam Agentes, Auxiliares de Agentes, Cabineiros, Guarda chaves e vários outros trabalhadores. As relações entre a estação e sua linha foram harmônicas até 05 de novembro de 1964, último dia da viagem do trem.
Tal estação era utilizada para o transporte de passageiros que vinham ou moravam no interior e para o transporte de cargas como: gado, café, leite, legumes e verduras, além da comunicação através do telégrafo, aparelho para comunicação à distância, usado para diversos fins, entre outros, telegramas particulares. Haviam dois horários dos trens, pela manhã e à noite. As locomotivas, também conhecidas no interior como “mata-sapos”, puxavam vagões de carga e de passageiros. Estes eram carros confortáveis, com quarenta assentos estofados e encosto de palhinha ; havia um toalete bem pequena em cada ponta; os vidros das janelas eram filetados com desenhos em jato de areia, o charme sobre os trilhos, que passaram durante décadas por Nogueira e sua estação. No tempo em que a ferrovia ainda não chegava a Juiz de Fora, era por aqui que Minas Gerais enviava sua produção de café para o porto do Rio de Janeiro e dali para o exterior.
Nas marcas do presente, a lembrança remota do sonho progressista, que durante décadas impulsionou o desenvolvimento do país.
Fonte: João Sergio da Silva Junior, monografia de final de curso, 2005, Universidade Estácio de Sá.